PENSAMENTOS SOBRE O ADVENTO
1. A primeira coisa a ser observada é a condenação para Jerusalém durante todo o tempo dos pagãos. Nela já se pode vislumbrar um julgamento bem maior, o julgamento universal, como prefiguração do fim: “Serão mortos pela espada e levados presos para todas as nações, e Jerusalém será pisada pelos infiéis…”. O fato é que, realmente, também todas as nações serão julgadas, todos os povos enfrentarão o momento final decisivo: “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações ficarão angustiadas, com pavor do barulho do mar e das ondas”. Os tempos atuais são marcados pelo avanço grotesco das águas do mar, pelo descontrole da natureza, desaparecimento da água em muitos lugares, pelas guerras, pela violência constante e descontrolada, pelo abuso de poder, exploração, corrupção, roubos e assassinatos. Além, desvalorização da pessoa humana, ferida a todo momento em sua dignidade: morte dos inocentes, exploração interesseira da juventude, abandono dos mais idosos, falsificação do homem e da mulher, da família e do objetivo salvífico. No trono dos corações passa a reinar a iniquidade. Deus sendo destronado por uma humanidade sedenta de novidades em todas as áreas de sua vida e completamente vazia e, ainda, envolvida com um famigerado materialismo e submissão terrível a ideologias sangrentas .
2. Chegará o dia do julgamento, e Jesus Cristo será, certamente, o critério absoluto dele. Para quem O escolheu, salvação; para os que O rejeitaram, condenação. A vinda do Filho do Homem será de esperança e libertação para aqueles que viverem segundo Jesus Cristo, para todos os que não se contaminarem com os erros dos judeus. As escolhas determinarão o sucesso ou o fracasso da história de cada povo e de cada pessoa. Quem escolheu a Vida, a Verdade, o Caminho entregue pelo Pai à humanidade terá o julgamento final como o mais importante encontro salvífico, o que será de extrema alegria.
3. O fim dos tempos é identificado com a vinda de Jesus, presença libertadora. É o momento do encontro entre os cristãos e o Salvador. Os cristãos não pensam o fim como desgraça, desespero ou destruição. Pelo contrário, para eles, o fim será marcado pelo mais elevado começo de uma vida plena na comunhão com Deus. Geralmente diante da morte de um ente querido, os que não têm fé se desesperam, parece que já chegou o fim do mundo, a vida perde o sentido; para o cristão, nesse momento sente a dor da separação, chora a saudade da pessoa amada, mas com confiança e esperança, fé e amor, enfrenta o momento da dor com firmeza, pois sabe que o Senhor é a Vida e que a vida de todos a Ele pertence e com Ele reinará por todo o sempre; ele não permitirá que os seus sejam expulsos de Sua presença.
4. O cristão é o verdadeiro sinal e lugar da transformação; não me refiro a quem somente foi batizado, mas a quem, de fato, além do batismo, deixa-se conduzir pelo Espírito de Deus, consciente de sua participação no Corpo de Cristo e de sua identidade de filho de Deus. Ele encara o mundo com confiança, fé, amor e perseverança; ele sempre encontra um motivo para superar todos os desafios, encontra sempre meios verdadeiros para continuar revelando ao mundo a beleza de se pertencer totalmente ao Senhor; ele não desanima diante dos maiores sofrimentos, apesar de senti-los, abandona-se à condução do Espírito de Deus, chora, mas se mantém de pé, pensa em fugir, mas não o faz porque não existe outra Palavra de Vida eterna além de Jesus, nem outro amor tão grande e tão fascinante, nada comparável Àquele que o fez Seu. O cristão é luz, sal, sinal de esperança e certeza de que o mundo ainda vai ser transformado pelo amor.
Um forte e carinhoso abraço.
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